O futuro da comunicação já começou

Por Nereu Leme 19/10/2020
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Informação tem vida própria. Ocorre de qualquer maneira, com ou sem a nossa interferência, ou a participação de empresas, associações e partidos políticos. Circula quase automaticamente por caminhos imponderáveis.
Estamos expostos a ela. Empresas, instituições enfrentam diariamente, informações incompletas, incorretas, inverdades. Boatos, fake news. A notícia vaza, ganha dimensão, caminha com suas próprias pernas.
Se a empresa não der sua versão, alguém vai falar por ela. O porteiro, o motorista, a faxineira, a rádio peão.
Vivemos em um mundo midiático e do imediatismo da informação, da multiplicidade de mídias e de opiniões.
Na era da comunicação digital, torna-se cada vez mais fácil divulgar (ou denegrir) o nome de uma empresa. Graças à Internet e às redes sociais, a opinião de funcionários, clientes e fornecedores pode percorrer o mundo em uma fração de segundos – e afetar de maneira decisiva a credibilidade de uma marca.
Todas as pessoas geram suas próprias informações e opiniões. E querem comunicá-las ao mundo, gerando uma avalanche descontrolada de conteúdo bom ou ruim.
Quando uma empresa investe em comunicação, ao contrário, ela organiza o fluxo de informações e trabalha para criar uma percepção adequada. Ou seja, como ela gostaria de ser percebida, de ser vista.
A comunicação constrói e desconstrói imagens e reputações. Ergue ou afunda empreendimentos. Por isso, não há mais a opção de ser "low profile", como antigamente.
É um processo nervoso, frenético, incontrolável como um temporal de Verão, uma frente fria de Inverno. Acontece, queira-se ou não. Quem não controla sua comunicação, come na mão dos outros e colherá a imagem que os fatos e acontecimentos construírem a seu bel prazer.
A Casa da Notícia, há 33 anos, trabalha para colocar ordem na comunicação, com estratégia, visão de médio e longo prazos, preservando o principal patrimônio de qualquer pessoa, empresa ou entidade: sua reputação.
Esse processo envolve técnicas de comunicação, conhecimento do jornalista e da mídia, respeito pelos fatos e pelos valores dos consumidores, contribuintes, de eleitores, enfim, dos cidadãos.
Quem perde o rumo da comunicação, terá que procurar sua credibilidade nos descaminhos das percepções incorretas. É uma rua que termina em um muro, sem saída.
No pós-pandemia, a comunicação precisa ser assertiva, personalizada e com conteúdo e valor, que diga ao consumidor o que ele não sabe ou o que ele deseja saber, antes de comprar um produto. Nas redes sociais, esse futuro da comunicação já começou e é preciso se atualizar para não ficar no passado.